Escola de Teatro PUC Minas - Avenida Brasil, 2023 - 4º andar - 3269.3260 - escoladeteatro@pucminas.br - Inscrições abertas
TEATRO PÓS-DRAMÁTICO I
O alemão Hans-Thies Lehmann - crítico e professor de teatro da Universidade de Frankfurt am Main, não sei de qual disciplina - lançou, em 1999, o seu Teatro pós-dramático.
Recorda vanguardas teatrais europeias desde os fins dos anos 1800 e que chegam aos nossos dias apontando cerimônias, apelos ao estático, ojeriza às fábulas e à ilusão, acenos da cena fragmentada, possibilidades de eliminação até da personagem tal como concebida no teatro convencional ou no cinema, performances, jogo corporal, modos de trabalhar com o texto, diversificações do espaço cênico, misturas com outras formas artísticas e com as mídias eletrônicas.
A esse conjunto de experiências ele chama Teatro Pós-dramático, em oposição a um teatro fundamentado no texto, na fábula.
Não é um fundamentalista de nova seita. Deixa claro que o Teatro Dramático segue possibilitando criações artísticas valiosas.
É livro bom de se ler, mas tenho com ele algumas implicâncias.
Li e fiquei escutando aquela cantiguinha de elitistas pueris disfarçada em indulgências sociais para justificar falta de público.
Por exemplo, o cabra "constata" e lamenta que boa parte dos expectadores prefere ver uma história fácil, acessível á sua compreensão, que emocione e seja bom entretenimento.
Queria o quê? Que o público todo se bandeasse para concepções cabeçudas, apreciadas pelos espíritos sensíveis e cultos das velhas elites européias?
Olha rapaz, arte sofisticada, bom gosto e reflexão consistente não espantam público.
O que espanta público é chatice.
As idéias de Bob Wilson são atraentes, os espetáculos dele são chatos, cabeçudos. O mesmo acontece com Eugênio Barba. Um grande pesquisador, um diretor sem talento.
Gortowski nao foi bobo, só apresentava suas peças num teatrinho para 40 pessoas.
Há quem goste dos chamados espetáculos difíceis, mas o seu número é insignificante se comparado ao dos que consomem arte como inerências belas e aconchegantes da vida.
Samuel Beckett, um grande dramaturgo, prêmio Nobel, inconteste vanguarda à sua época e até hoje reverenciado, nunca fez sucesso em lugar nenhum. Jota Dângelo contesta, diz que quando foi encenada na penitenciária de San Quentin, no EUA, o público de detentos adorou Esperando Godot, sua obra mais famosa.
De resto, foi fracasso atrás de fracasso. Boas críticas e péssimo público.
Quer dizer que aquela obra de literatura dramática é ruim? Não. É maravilha ler Beckett. Lendo, vc cria seu tempo, relê esta ou aquela frase, reflete. As infinitas repetições ficam bonitas. Beckett encenado é uma tortura.
Ressaltando também que há apreciadores. Poucos, mas há. E há também, dentro desses poucos, os que dizem apreciar por pose de inteligentes culturas.
INSCRIÇÕES ABERTAS NA ESCOLA DE TEATRO PUC MINAS
- Profissionalizante - 3 semestres
- Iniciação teatral para adolescentes e crianças - 1 semestre
- Iniciação teatral para adultos em Belo Horizonte e Contagem - 1 semestre
- Oficina de Teatro e TV -1 semestre
- Dramaturgia - 1 semestre
- Teatro para Educadores - 1 semestre
- Os cursos são oferecidos pela manhã, à tarde e à noite
Inscrições:
- Secretaria da Escola de Teatro PUC Minas
- Avenida Brasil, 2023 - 4º andar (quase na praça da Liverdade)
- Telefone: 3269.3260
- E-mail: escoladeteatro@pucminas.br
Consciência ecológica já
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Escrito por Escola de Teatro PUC Minas às 13h39
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TEATRO PÓS DRAMATICO II
No seu livro Teatro pós-dramático, o professor Hans-Thies Lehmann diz que as obras dos artistas pós-dramaticos têm pouco público porque chocam-se com os hábitos perceptivos do público - maus hábitos, claro - e culpa a indústria cultural pelo abestalhamento do povo.
Chamo isso de indulgência social defensiva: o público é insensivel ao sofisticado, mas coitado, a culpa não é dele - nem dos espetáculos chatos - a culpa é da indústria cultural.
Desconfio de avaliações artísticas que botam a culpa de seu confinamento na ignorância do público.
Por que o público não se afasta do teatro de Peter Brook? Por que não é chato.
Temos de aceitar que a maioria esmagadora dos experimentos ficarão sempre restritos a estudiosos. Às vezes nem a eles todos ou maioria deles. Uns poucos vingam e influenciam obras que chegam ao grande público.
Quando experimento novas práticas e técnicas com meus alunos/atores não posso alimentar a veleidade de que serão aceitas por todos.
Do mesmo jeito que muita tolice vira moda. Nem todas, felizmente.
Voltando: a apresentação da obra na edição brasileira foi escrita pelo Sérgio de Carvalho, que se amparou no dramaturgo e encenador alemão Bertolt Brecht e disparou elogiosa justificativa: "uma nova arte do ator não pode ser considerada sem uma nova arte do espectador, na medida em que a beleza deve ser vista como algo capaz de dar aos sentidos a oportunidade de se mostrarem hábeis". Aqui também uns rabichos de Meyerhold que reclamava um novo ator para um novo teatro. E cita a frase de B. Brecht "Belo é resolver dificuldades".
Rapaz, o camarada Brecht estava em outro front, espremido pelo viramundo nazista, tentando entendimentos para o colapso europeu de meados do sec. XX, buscando uma didática que amparasse a luta pelo socialismo.
Embirrei: por mim, arte é educação da sensibilidade.
E como educar com chatices?
Quem quiser educar a sensibilidade do público com a supressão da personagem, criando intromissões do real no plano da ficção me causa desconfianças. Acho isso mais próximo do reality-show do que de arte ou teatro pós-dramático. De mão com a indústria do entretenimento a qualquer preço.
Talvez esta supressão tenha validades no que chamamos de Teatro na Educação, pode ser boa ferramenta.
Mas aquela estória do "ator santo" do Grotowski, do ator que se revela visceralmente e no qual é o público que enxerga personagem, ou nem isso, é coisa tola. Ainda que tola está na base dos argumentos para supressão da personagem.
Algumas tolices assim são ditas sempre por estudiosos, críticos, diretores de teatro que nunca foram atores de verdade. Stanislavski, Artaud, Zeami, Michael Tchekov, Ioshi Oida não falam esses disparates, foram atores. Ioshi ainda é, os outros já morreram.
Grotowski, Barba, Bob e, desconfio, o professor Hans-Thies Lehmann, nunca foram atores. Isto não quer dizer que o legado deles seja ruim, pelo contrário, há valiosíssimas contribuições.
Grotowski, por exemplo, definiu: Só existem dois elementos no teatro que são insubstituíveis: o ator e o espectador.
Desdenhá-los seria dizer que o Carlos Alberto Parreira não pode ser técnico porque nunca foi jogador de futebol.
Mas levá-los á idolatria é o mesmo que dizer que um maestro não precisa cantar ou tocar algum instrumento. Tem de, pelo menos, assobiar ou batucar numa caixinha do fósforos feito Lupicínio Rodrigues, é ou não é?
Não se pode dizer, assim, que os cabras que nunca foram atores não podem ser diretores, nem críticos, nem pesquisadores. Mas o ator sabe distinguir bem o discurso que é apoiado numa experiência fisica, do discurso que é feito de fora, o discurso do observador.
E, ao fim final cada um diz a tolice que lhes cabe.
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- Teatro para Educadores - 1 semestre
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Escrito por Escola de Teatro PUC Minas às 13h37
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Cursos:
- Processo Profissionalizante - 3 semestres
- Iniciação teatral para adolescentes e crianças - 1 semestre
- Iniciação teatral para adultos em Belo Horizonte e Contagem - 1 semestre
- Oficina de Teatro e TV -1 semestre
- Dramaturgia - 1 semestre
- Teatro para Educadores - 1 semestre
Os cursos são oferecidos em 3 horários:
- Manhã: 9,00 às 12,30
- Tarde: 15,00 às 18,30
- Noite: 19,00 às 22,30
Inscrições:
Secretaria da Escola de Teatro PUC Minas
Avenida Brasil, 2023 - 4º andar (quase na praça da Liverdade)
Telefone: 3269.3260
E-mail: escoladeteatro@pucminas.br
Corpo Docente:
A Escola de Teatro PUC Minas tem um dos mais conceituados corpos docentes do país; confira:
Interpretação e Improvisacao: Amaury Borges, Carlos Gradim, Cynthia Paulino, Davi Dolpí, Iara Fernandes, Jefferson da Fonseca, José Maria Amorim, Luciano Luppi, Luiz Arthur, Walmir José
Preparação Corporal: Ana Amélia Cabral, Dulce Beltrão, Mônica Rodrigues
Preparação Vocal: Bueno Rodrigues, Eda Costa
História / Teoria e Pesquisa: Glória Reis, Luciano Luppi, Marcelo Castilho Avellar
Dramaturgia: Walmir José
Cenotécnica (cenografia, iluminação, sonoplastia): José Maria Amorim
Teatro para Educadores, Crianças e Adolescentes: Marina Miranda, Davi Dolpi, Bueno Rodrigues, Iara Fernandez, Mônica Rodrigues
Teatro e TV: Luciano Luppi
Mostras e encenações:
Ao final de cada semestre são feitas várias montagens com os alunos/atores, tanto no Profissionalizante quanto nos cursos de iniciação.
As apresentações acontecem no próprio teatro da Escola.
Abaixo, algumas fotos das apresentações do último semestre de 2008.

Escrito por Escola de Teatro PUC Minas às 16h11
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